
(Source: just-my-dark-side, via actually-impossible)
(via suagarotapoeta)

Na boa? Quando eu não era apaixonada tudo era diferente. Quando eu não amava de verdade. Eu não chorava por músicas bobas, não gostava de ficar deitada em ninguém só pra sentir o cheiro dessa pessoa. Eu não costumava sorrir pras pessoas em todo lugar e elas me olharem estranho. Não tinha uma crise de riso e minutos depois uma de choro. Não reclamava das noites frias, e das que eu passava sozinha, não sentia necessidade de dormir com ninguém. Eu digo necessidade, porque é exatamente isso que eu sinto. Eu não ficava toda boba, admirando seus olhos, nunca ficava tão feliz por ver alguém sorrir de verdade. Não tratava meus amigos como secundários, porque é só você que me importa, quando eu estou perto de você, e estou com você, ninguém mais importa. Nem o que os outros vão pensar. Não via tanta graça em ficar de mãos dadas, ou andar colada no seu corpo. Assim, como aqueles casais que já namoram há um tempão. Nunca me senti tão, tão, mas tão feliz em receber uma aliança, ou pensar em casar, noivar, achar uma casa pra nós e essas coisas… Não era tão boba, não ria de qualquer coisa. Todo mundo me achava mais séria, mais quieta, mais “normal”. Pois é, é como dizem: o amor muda a gente, mesmo a gente não querendo. A gente não é mais o mesmo, a personalidade, tudo. Eu fiquei boba, risonha, romântica. Antigamente quando eu recebia flores eu queria jogá-las fora. Hoje eu acho uma coisa bonita. Antes quando eu via um casal de idosos andando juntos, eu pensava que era fofo, mas apenas isso. Hoje eu imagino nós juntos, eu acho lindo como eles podem fazer o outro rir mesmo velhos. Eu não via as coisas tão bonitas. Nunca achei tanta graça em filmes românticos de mel com açúcar, cheio de cenas lindas, e nunca falava: “awwwwwn, que fofinhoooo” quando eu via um casal de melação nas novelas. E falo “fofinho” pra disfarçar, pra não encher a pessoa, porque se me deixar eu começo a dar um discurso de como é lindo, e acabo chorando. De emoção, claro. Sempre fui mais fria, não do tipo romântico assim, não via graça em tanta coisa… Mas tanta coisa. Do dia-a-dia, da TV, e etc. Hoje tudo é tão fofinho, tão feliz, tão alegre, tão clichê. Isso mesmo, clichê. Ninguém entende quando você está apaixonado(a), como você vê beleza nos detalhes, como você pode ficar idiota. Pode acreditar em tanta coisa. Hoje eu vejo sentido nas frases clichês, em todas. Elas realmente estão certas. Hoje eu acredito em amor verdadeiro, em amor pra vida inteira, em casar quem você namorou por anos. Em colocar seu amor em primeiro lugar, em mimar, fico boba. Quando cada beijo dá a sensação como se fosse o primeiro. Sempre. Como tudo é tão doce, como a gente dá importância a umas coisas pequenas que antes nem importavam. Como a gente fica carente longe do nosso amor. Como a gente olha pra trás e percebe que esteve apaixonada todo esse tempo, e só percebeu agora. Como você faz planos bonitos, como você sente orgulho em fazer parte da família dele, em conhecer sua sogra, em dar moral pra todos os casais bonitinhos que vemos por aí. Como é bom a gente ver uma pessoa crescendo, e a cada estação dela você sente orgulho, você ama, você admira, aprova, adora. É tão bom ter alguém pra ficar perto quando a gente tá com medo. Tão bom se sentir protegida, envolvida, compromissada pro resto da sua vida. Dar uma volta, sair pro aí abraçada com ele, ver as pessoas admirando nós juntos. Tudo é tão especial. As coisas pequenas, os momentos mesmo que pequenos tão bons. Tão deliciosos. Tão bom ficar perto de você, olhar seu sorriso, ouvir sua voz, sentir sua respiração, conversar com você, admirar você, olhar pro seu rosto e pensar: “esse é o meu homem”. Homem. Não garoto, você é um homem. E meu. Pra sempre. É você que eu quero noivar, casar… ter um anel grande. Ter minha casa, e tudo mais. É bom sentir você, é bom estar com você, é bom compartilhar coisas com você, sorrir com você, rir com você, beijar você. Ouvir você falando meu nome. Ver você dormindo, ver o sol nascer com você. Você é lindo. Pra mim, você é perfeito.
(Source: talvez-seja-pra-sempre, via actually-impossible)
(Source: poetizador, via actually-impossible)
(Source: poetizador, via actually-impossible)
